(…) [S]empre senti uma certa ambiguidade quanto à poesia. Ela vem de um lugar que ninguém controla, que ninguém conquista. Quer dizer, se eu soubesse de onde vêm as canções, escreveria canções com mais frequência. É difícil aceitar um prémio por uma actividade que na verdade não controlo.

(…) [S]ó encontrei a minha voz quando li Lorca (…). E quando me tornei mais velho soube que havia instruções que vinham com essa voz. E quais eram essas instruções? Nunca lamentar nada. Se queremos exprimir a perda que nos atinge a todos, então que seja nos limites estritos da dignidade e da beleza.

[discurso de aceitação do Prémio Príncipe das Astúrias, Oviedo, 21.10.2011]

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One Comment to “”

  1. Desvia a tua atenção para a maravilha da vida e a vida se te não esgotará.
    Economiza os teus «porquês» e «para quê», porque como na embriaguez só já paras na morte.
    Mas se insistes em chegar a Deus, submete-o ao teu questionar e verás como ele fica desnorteado.
    Porque o teu questionar vai para lá dele e desvanece-se no vazio.
    Aceita a vida, que ela é bastante para qualquer questionar.
    E poderás então adormecer porque há aí verdade que chegue.
    Dorme.
    Vergílio Ferreira, in ‘Pensar’

    Long live Mr.Leonard Cohen

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